Cemitério da Consolação

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Cemitério da Consolação

Mensagem por Mestre do Jogo em Sab Abr 24, 2010 6:09 pm

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O Cemitério da Consolação é a mais antiga necrópole em funcionamento na cidade de São Paulo e uma das principais referências brasileiras no campo da arte tumular. Localiza-se no distrito da Consolação, na região central da capital paulista. Primeiro cemitério público da cidade, foi inaugurado em 1858 com o nome de Cemitério Municipal, com o objetivo de garantir a salubridade e evitar epidemias, substituindo o hábito então recorrente de sepultar os mortos nos interiores das igrejas. Atualmente, é um dos 22 cemitérios públicos administrados pelo Serviço Funerário do Município de São Paulo.

Com a prosperidade advinda da cafeicultura e o surgimento de uma expressiva burguesia em São Paulo, o Cemitério da Consolação passou a abrigar obras de arte produzidas por escultores de renome, para ornamentar os jazigos de personalidades importantes na história do Brasil, como Campos Sales, Washington Luís, marquesa de Santos e Monteiro Lobato. Entre os artistas que produziram obras para o cemitério encontram-se Rodolfo Bernardelli, Victor Brecheret, Bruno Giorgi e Celso Antônio de Menezes.
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Re: Cemitério da Consolação

Mensagem por Eric Northman em Qui Maio 26, 2011 9:03 pm

O cheiro da morte é um aroma doce trazido pela brisa quente do verão brasileiro. Caminho pelo cemitério deixando minha mão correr pelos túmulos e grandes mausoléus trabalhados em mármore negro e granito. Aqui as diferenças de nossa guerra são deixadas de lado, afinal estou tão morto quanto todos eles e suas memórias estão gravadas para sempre, eternizadas em pedra.

O silêncio quase melancólico do cemitério contrasta com o barulho dos carros do outro lado do muro, descendo e subindo a avenida Consolação em alta velocidade. Por enquanto eu prefiro a paz dos mortos.
Alguns passos a mais e paro diante de um enorme mausoléu trabalhado em mármore branco. Em sua lápide, gravado em letras douradas está uma homenagem prestada a um dos maiores poetas da literatura brasileira, Monteiro Lobato, sepultado aqui em 1948. E pensar que eu já era eterno quando este alcançou a velhice, ambos somos. Ele eternizado em seu sono de morte e eu eternizado em meu corpo morto.

Sigo em direção a uma capela no centro do cemitério. O cheiro de parafina está impregnado no ar, são resquícios das velas que foram queimadas o dia todo pelos porcos que viram chorar por seus mortos e lamentar inconformados, questionando-se por que a morte os abraçou tão cedo. Patéticos, não sabem o que é o verdadeiro abraço da morte e por isso não se deve desperdiçar pérolas com eles. Eles não são capazes de reconhecer a porteira aberta, não são capazes de identificar a glória que há do outro lado, preferindo viver sua maldita existência dentro do chiqueiro. É por isso que não me compadeço dos porcos, afinal eles foram feitos para saciar a nossa fome. Que sejam servidos com uma maçã enfiada em suas bocas e o vitae que mata a sede em taças de cristal. Sorrio.

Acelero meus passos em direção à saída do cemitério. Um pequeno esforço e um leve flexionar das pernas me fazem saltar e alcançar facilmente o topo do muro que separa a morte da vida.

São Paulo, a cidade que não para. Uma das maiores metrópoles do mundo, tão comparada a Nova Iorque por usa imensidão e luzes que ofuscam o céu. A única diferença é que o vitae dos porcos latinos tem um sabor incomparável, um tempero caliente que nos faz desejá-los ainda mais, porém, por mais refinado e delicioso que o seja, não é capaz de saciar a nossa sede.

Salto para fora do cemitério e começo a caminhar em direção à Avenida Paulista. Um antro de jovens porquinhos, tão inocentes em sua rebeldia que seriam adoráveis demônios se não fossem tão patéticos, meu lugar preferido para caçar.

Caçar em São Paulo tem exigido de nós um cuidado que não me agrada. Se não bastasse a verme bastarda que se intitula “Príncipe da Cidade” com suas leis e baboseiras sobre a Máscara, nossos membros, bastardos ou não, tem sido alvo de diversos ataques de caçadores e traficantes. Esses desgraçados descobriram em nosso vitae uma fonte de renda quase que infinita e se especializam cada vez mais na arte de nos caçar. Mas nós somos mais espertos, sempre fomos. Eles possuem a vantagem de caminhar de dia e suas armas, mas nós possuímos a sabedoria da eternidade e para nós é muito fácil nos passar por um porco. Ainda mais nós de sangue puro, capazes de moldar nossa carne e ossos. Posso até fingir respirar e basta estar bem alimentado para ser tão porco quanto eles. E é nessas horas que os matamos. Despedaçamos seus corpos como se fossem de papel.

Mas eles não perdem por esperar. Aos poucos os verdadeiros imortais do Sabá estão ouvindo nossos chamados e vindo de encontro a nós e logo a grande guerra se iniciará. Primeiro eliminaremos da terra os malditos caçadores e traficantes e depois cuidaremos da Camarilla e seu Príncipe. Por hora vou seguir meu caminho. A sede me queima por dentro e São Paulo é um chiqueiro cheio de porcos esperando nossas presas rasgarem sua carne e sorver o seu vitae, lenta e dolorosamente.
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